Estamos o tempo todo nos comunicando com o mundo. Comunicação é uma troca, em que recebemos e enviamos informações o tempo todo. Será que nos preocupamos com as informações que enviamos da maneira correta? Será que sabemos como os outros estão interpretando as nossas mensagens? Será que temos consciência das mensagens que enviamos?
Essa ultima pergunta já é bem fácil de responder, e a resposta é não, nos não sabemos as mensagens que enviamos. Podemos ter uma boa consciência de quais são as mensagens que escrevemos, que falamos, que emitimos de forma intencional, mesmo assim ainda existem as mensagens não intencionais. As mensagens não intencionais são muitas, por exemplo, você sabe qual é a imagem que o seu corte de cabelo transmite? Você sabe qual a mensagem que o seu timbre de voz transmite? E por aí vai...
A maneira como nos vestimos transmite varias informações, a forma de andar, a velocidade da fala, tudo transmite informações, e não temos como saber todas as mensagens que estamos transmitindo, então o que ajuda saber que tudo isso pode influenciar sua comunicação com o mundo? Simples, varias vezes nos perguntamos o porquê de sempre um determinado tipo de pessoa nos abordar e não abordar um amigo, ou o contrario, e a resposta é simples, são pelas mensagens que estamos enviando, e a partir do momento que temos consciência disso podemos tentar alterar as mensagens enviadas.
Alexandre A. Scotti
On The Rocks
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
domingo, 3 de julho de 2011
Quando ela entrou, não sabia direito o que iria encontrar, mas sabia que aquele era o lugar em que iria morar, pelo menos por um tempo. O lugar estava muito mal cuidado, o dono tinha sido meio desleixado, a ultima inquilina tinha deixado tudo bagunçado e tudo fora do lugar.
Começou a explorar o local, mas descobriu que tinha portas fechadas, e não sabia onde estavam as chaves. Resolveu tirar a poeira e ajeitar o local, não queria ficar em um local mal cuidado. Pensou em reformar o local, mas não tinha os recursos necessários.
O tempo foi passando e estranhamente as portas que antes estavam fechadas foram se abrindo. Quanto mais espaço encontrava mais espaço ocupava, já estava achando um lugar muito agradável de viver.
Nunca tinha reparado nos vizinhos, até que o primeiro vizinho bateu um dia em sua porta para conversar sobre as mudanças que ali estavam ocorrendo. Aos poucos foi se inteirando da vizinhança, gostava de alguns, era indiferente com outros, e fora com uma senhora que morava ao lado, não costuma ter problemas com os vizinhos.
Estava cada vez mais adaptada ao local, mas isso não impediu de que um dia aparecesse uma ex-inquilina batendo na porta e dizendo que aquele lugar era dela, e que ela ainda conseguiria tomar aquele local de volta. Isso fez com que ela percebesse que não poderia se acomodar, e de que um bom local como aquele não era tão fácil assim de se achar.
A vida seguia, e estava cada vez mais feliz de morar no bairro Coração.
Alexandre A. Scotti
Começou a explorar o local, mas descobriu que tinha portas fechadas, e não sabia onde estavam as chaves. Resolveu tirar a poeira e ajeitar o local, não queria ficar em um local mal cuidado. Pensou em reformar o local, mas não tinha os recursos necessários.
O tempo foi passando e estranhamente as portas que antes estavam fechadas foram se abrindo. Quanto mais espaço encontrava mais espaço ocupava, já estava achando um lugar muito agradável de viver.
Nunca tinha reparado nos vizinhos, até que o primeiro vizinho bateu um dia em sua porta para conversar sobre as mudanças que ali estavam ocorrendo. Aos poucos foi se inteirando da vizinhança, gostava de alguns, era indiferente com outros, e fora com uma senhora que morava ao lado, não costuma ter problemas com os vizinhos.
Estava cada vez mais adaptada ao local, mas isso não impediu de que um dia aparecesse uma ex-inquilina batendo na porta e dizendo que aquele lugar era dela, e que ela ainda conseguiria tomar aquele local de volta. Isso fez com que ela percebesse que não poderia se acomodar, e de que um bom local como aquele não era tão fácil assim de se achar.
A vida seguia, e estava cada vez mais feliz de morar no bairro Coração.
Alexandre A. Scotti
domingo, 8 de maio de 2011
Política na era da imagem
Acredito que, desde a ditadura, a política nunca foi tão comentada pela juventude brasileira como agora. Para mim, isso se deve a dois fatores. O primeiro é a facilidade de como as pessoas trocam informações no mundo virtual, e por meio dele conseguem se mobilizar. O segundo é pela construção da imagem que cada um quer fazer de si mesmo. Poucas pessoas querem ser vistas como ignorantes políticas. Estamos na era da sustentabilidade e todos querem ser conhecidos como pessoas engajadas.
No ambiente das redes sociais, principalmente o Twitter e o Facebook, é comum ter movimentos que podem ser considerados políticos, como protestos contra alguma lei, ou a tarifação de algum produto, ou até mesmo o aumento do preço de alguma mercadoria fornecida por estatais. É muito fácil ver varias pessoas aderindo os movimentos usando tags no Twitter e “curtir” no Facebook, mas a questão que fica é “o que de fato essas pessoas estão fazendo em busca de que seus protestos tenham resultado?”. A impressão que tenho é que na maioria dos casos nada é feito, e que tudo não passa da construção de imagem que cada um quer fazer de si mesmo.
Se me perguntarem o que tenho feito ultimamente em relação a política, o Maximo que posso dizer é que tenho acompanhado, e tenho repensado em como posso realmente contribuir. Já participei de debates dentro de partido (nunca me filiei a nenhum), foi no Fórum Social Brasileiro, fui membro de DA e de DCE, tento ter um voto consciente nas eleições. Não acho que o que fiz foi suficiente e acho que eu ainda posso fazer muito. Gostaria de sair do plano da fala, ainda não sei como (estou aberto a sugestões), mas não quero ser só mais um que vai “curtir” movimentos e não fazer nada. Não quero mais o “proteste já”, quero o “ação já”.
Esse texto é em homenagem ao Gabriel Castro.
Alexandre A. Scotti
No ambiente das redes sociais, principalmente o Twitter e o Facebook, é comum ter movimentos que podem ser considerados políticos, como protestos contra alguma lei, ou a tarifação de algum produto, ou até mesmo o aumento do preço de alguma mercadoria fornecida por estatais. É muito fácil ver varias pessoas aderindo os movimentos usando tags no Twitter e “curtir” no Facebook, mas a questão que fica é “o que de fato essas pessoas estão fazendo em busca de que seus protestos tenham resultado?”. A impressão que tenho é que na maioria dos casos nada é feito, e que tudo não passa da construção de imagem que cada um quer fazer de si mesmo.
Se me perguntarem o que tenho feito ultimamente em relação a política, o Maximo que posso dizer é que tenho acompanhado, e tenho repensado em como posso realmente contribuir. Já participei de debates dentro de partido (nunca me filiei a nenhum), foi no Fórum Social Brasileiro, fui membro de DA e de DCE, tento ter um voto consciente nas eleições. Não acho que o que fiz foi suficiente e acho que eu ainda posso fazer muito. Gostaria de sair do plano da fala, ainda não sei como (estou aberto a sugestões), mas não quero ser só mais um que vai “curtir” movimentos e não fazer nada. Não quero mais o “proteste já”, quero o “ação já”.
Esse texto é em homenagem ao Gabriel Castro.
Alexandre A. Scotti
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Quando a historia não terminou
Outro dia precisava escrever sobre uma menina. Precisava deixar aquela historia registrada. Queria escrever sobre como que algumas pessoas mudam nossas percepções sobre outras, não por emitirem opinião sobre quem são, mas por se tornar base de comparação com outras.
O importante é que havia uma historia, e ela precisava ser registrada. Comecei a escrever. Tinha certeza de qual era a primeira frase, fora isso não sabia muito bem como continuar. Isso nunca foi problema no meu processo de criação, mas dessa vez não conseguia sequer terminar o primeiro parágrafo.
Guardei aquele texto, ou melhor, aquela frase, e fui a procura de dias mais inspirados. Passadas duas semanas, novos fatos surgiram, e o texto não teria mais o mesmo significado que tinha em sua concepção. Percebi que a historia era outra, e ela ainda não tinha terminado. Agora sei que preciso esperar ela terminar, ou escrever sobre outra perspectiva, que a antiga já não existe mais.
Alexandre A. Scotti
O importante é que havia uma historia, e ela precisava ser registrada. Comecei a escrever. Tinha certeza de qual era a primeira frase, fora isso não sabia muito bem como continuar. Isso nunca foi problema no meu processo de criação, mas dessa vez não conseguia sequer terminar o primeiro parágrafo.
Guardei aquele texto, ou melhor, aquela frase, e fui a procura de dias mais inspirados. Passadas duas semanas, novos fatos surgiram, e o texto não teria mais o mesmo significado que tinha em sua concepção. Percebi que a historia era outra, e ela ainda não tinha terminado. Agora sei que preciso esperar ela terminar, ou escrever sobre outra perspectiva, que a antiga já não existe mais.
Alexandre A. Scotti
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A mulher do café
O leve toque que o vento dava em sua franja, fazendo com que ela levantasse e voltasse na frente de seu olho, lhe dava um charme a mais, mas ela não precisava disso. A forma como os raios de sol batiam em seu rosto, delineando seu contorno. O movimento quase cênico (porem muito natural) de seu braço. A mão que passava pela cabeça e deixava os fios escorrerem entre seus dedos enquanto procuravam por um apoio (talvez atrás da orelha). Tudo isso também lhe dava um charme a mais, mas ela também não precisava disso.
Achava estranho como ela conseguia ser tão graciosa mesmo estando parada. Não era a beleza em si, ela já parava de uma forma meiga e delicada. Sim, ela era bonita, e muito, mas não era isso que mais chamava atenção. Talvez fosse a determinação com que escrevia em seu pequeno caderno de anotações é que chamasse a atenção, talvez fosse o fato de que não era normal uma menina daquela idade freqüentar um café àquela hora da tarde, mas acredito que o que chamava a atenção era a harmonia que ela transmitia.
Nos, homens, por vezes nos sentimos atraídos pela fragilidade, pela carência, pelo fato de podermos completar alguém. Não era esse caso. Eu mal conseguia piscar, mas ela transmitia essa harmonia justamente por parecer uma pessoa completa, ou uma pessoa que não precisa de ninguém para se completar. A sua expressão, sua forma de vestir, a sua forma de escrever e seus trejeitos passavam uma idéia de que ela era uma pessoa inteligente, determinada, carinhosa e delicada.
Não me achei em condições de interromper tão bela cena, fiquei um bom tempo reparando, e o meu momento de contemplação só foi quebrado por amigos que chegavam para conversar comigo. Ela foi embora e eu ainda estava lá. Um dia ainda sentarei em sua mesa e tomarei um café com ela, confirmando todas as minhas primeiras impressões;
Esse é um texto de ficção.
A “mulher do café” é baseada em uma mulher de verdade.
Alexandre A. Scotti
Achava estranho como ela conseguia ser tão graciosa mesmo estando parada. Não era a beleza em si, ela já parava de uma forma meiga e delicada. Sim, ela era bonita, e muito, mas não era isso que mais chamava atenção. Talvez fosse a determinação com que escrevia em seu pequeno caderno de anotações é que chamasse a atenção, talvez fosse o fato de que não era normal uma menina daquela idade freqüentar um café àquela hora da tarde, mas acredito que o que chamava a atenção era a harmonia que ela transmitia.
Nos, homens, por vezes nos sentimos atraídos pela fragilidade, pela carência, pelo fato de podermos completar alguém. Não era esse caso. Eu mal conseguia piscar, mas ela transmitia essa harmonia justamente por parecer uma pessoa completa, ou uma pessoa que não precisa de ninguém para se completar. A sua expressão, sua forma de vestir, a sua forma de escrever e seus trejeitos passavam uma idéia de que ela era uma pessoa inteligente, determinada, carinhosa e delicada.
Não me achei em condições de interromper tão bela cena, fiquei um bom tempo reparando, e o meu momento de contemplação só foi quebrado por amigos que chegavam para conversar comigo. Ela foi embora e eu ainda estava lá. Um dia ainda sentarei em sua mesa e tomarei um café com ela, confirmando todas as minhas primeiras impressões;
Esse é um texto de ficção.
A “mulher do café” é baseada em uma mulher de verdade.
Alexandre A. Scotti
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Foi no Vidigal
Quando ela saiu, tinha direção certa, mas no meio do caminho se perdeu. Estava no Vidigal, e foi parar em um pagode, mesmo sem ser convidada. Isso era típico dela, ela sempre ia aos lugares sem ser chamada, no Vidigal já estavam acostumados.
João não a tinha visto, mas sentiu sua presença. Aos poucos o coração de João mudou seu batimento, suas pernas começaram a barbear, suas mãos começaram a ficar frias, e tudo isso por causa dela.
Sempre que chegava a algum lugar ela causava esse tipo de sensação em alguns homens, mas com João era diferente, João sentia que ela tinha entrado em seu coração, sua respiração foi ficando cada vez mais difícil, e como se tudo acontecesse em slow-motion percebeu que se tratava de uma grande mudança.
João não agüentou tudo aquilo, foi perdendo os seus sentidos e inebriado com aquelas sensações foi de encontro com o chão.
Era para ser mais uma tarde de sábado na vida do jovem trabalhador da construção civil. O pagode prometia ser muito bom. Alem da musica que era de seu agrado, Juliana, prima de seu amigo José, estaria lá para conhecê-lo. Tudo foi interrompido. A bala, que tinha como destino Bozó (o “dono do Vidigal”), se perdeu. Ela encontrou João, que não pode conhecer Juliana, e chamá-la para um domingo no parque como planejara.
João não a tinha visto, mas sentiu sua presença. Aos poucos o coração de João mudou seu batimento, suas pernas começaram a barbear, suas mãos começaram a ficar frias, e tudo isso por causa dela.
Sempre que chegava a algum lugar ela causava esse tipo de sensação em alguns homens, mas com João era diferente, João sentia que ela tinha entrado em seu coração, sua respiração foi ficando cada vez mais difícil, e como se tudo acontecesse em slow-motion percebeu que se tratava de uma grande mudança.
João não agüentou tudo aquilo, foi perdendo os seus sentidos e inebriado com aquelas sensações foi de encontro com o chão.
Era para ser mais uma tarde de sábado na vida do jovem trabalhador da construção civil. O pagode prometia ser muito bom. Alem da musica que era de seu agrado, Juliana, prima de seu amigo José, estaria lá para conhecê-lo. Tudo foi interrompido. A bala, que tinha como destino Bozó (o “dono do Vidigal”), se perdeu. Ela encontrou João, que não pode conhecer Juliana, e chamá-la para um domingo no parque como planejara.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Indicação de um um bom texto blogstico
http://migre.me/3lCE
quem me conhece vai entender o pq da indiação.
=]
quem me conhece vai entender o pq da indiação.
=]
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Os textos que ainda não escrevi
Nestes últimos dias tive vontade de escrever vários textos, só que os textos não saiam da idéia, não conseguiam ganhar vida, não passavam da minha cabeça para o papel (ou para a tela do PC). Não sabia exatamente o que me impedia, pois sempre tive facilidade de escrever o texto depois de que ele já tivesse tomado forma na minha cabeça, mas dessa vez o texto já tinha forma, conteúdo, estilo narrativo, mas mesmo assim não conseguia realizar o texto.
Alguns textos se recusavam sair da minha cabeça, pois pediam por uma revisão de conteúdo, outros se julgavam imaturos, e alguns queriam manter em sigilo certos casos e pessoas, e acharam que não deveriam tomar forma, pois depois de escrito o texto corre um risco de ser publicado em algum meio, e meus textos me conhecem, e sabem que mesmo quando em não posto no meu blog eu sempre mostro para alguém.
Pensando nisso, e com uma grande vontade de escrever esses textos, me veio à cabeça um curta metragem que eu vi em um festival, o nome dele é “Os Filmes Que Não Fiz”. Esse filme é narrado por um diretor que conta os filmes que ele queria fazer, mas por algum motivo ele não fez.
Bem, inspirado nisso resolvi fazer uma lista desses textos que ainda não fiz:
Tem um texto que eu iria fazer só para levantar as coincidências que acontecem na minha vida e na vida de um amigo meu.
Outro texto seria sobre os relacionamentos que já tive.
Tem um que seria sobre um pedaço da minha vida marcado por perda de certas oportunidades.
Tem um que seria sobre a minha relação com a cidade de Lavras Novas, visto que já fiz um sobre Belo Horizonte, e hoje Lavras Novas talvez tenha uma importância maior para mim.
Tem um sobre uma noite no teatro, em que os principais personagens foram duas tias e uma data de aniversário.
Teriam dois, cada um sobre um dia que foi muito bom, mas muito estranho.
E o ultimo que me lembro neste momento e este próprio que aos poucos foi ganhando vida, mas até eu colocar o ultimo ponto não posso dizer que está pronto.
Então sem mais.
Alguns textos se recusavam sair da minha cabeça, pois pediam por uma revisão de conteúdo, outros se julgavam imaturos, e alguns queriam manter em sigilo certos casos e pessoas, e acharam que não deveriam tomar forma, pois depois de escrito o texto corre um risco de ser publicado em algum meio, e meus textos me conhecem, e sabem que mesmo quando em não posto no meu blog eu sempre mostro para alguém.
Pensando nisso, e com uma grande vontade de escrever esses textos, me veio à cabeça um curta metragem que eu vi em um festival, o nome dele é “Os Filmes Que Não Fiz”. Esse filme é narrado por um diretor que conta os filmes que ele queria fazer, mas por algum motivo ele não fez.
Bem, inspirado nisso resolvi fazer uma lista desses textos que ainda não fiz:
Tem um texto que eu iria fazer só para levantar as coincidências que acontecem na minha vida e na vida de um amigo meu.
Outro texto seria sobre os relacionamentos que já tive.
Tem um que seria sobre um pedaço da minha vida marcado por perda de certas oportunidades.
Tem um que seria sobre a minha relação com a cidade de Lavras Novas, visto que já fiz um sobre Belo Horizonte, e hoje Lavras Novas talvez tenha uma importância maior para mim.
Tem um sobre uma noite no teatro, em que os principais personagens foram duas tias e uma data de aniversário.
Teriam dois, cada um sobre um dia que foi muito bom, mas muito estranho.
E o ultimo que me lembro neste momento e este próprio que aos poucos foi ganhando vida, mas até eu colocar o ultimo ponto não posso dizer que está pronto.
Então sem mais.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
A escolha do time
Nasci em Belo Horizonte, fui criado em Belo Horizonte.
Sou botafoguense.
Eu não entendo que afronta social eu faço ao fazer isso, mas devo fazer alguma, pelo menos pelo que vejo na cara de todo mundo quando ouvem minha resposta para famosa frase “Que time cê torce?” perguntado bem mineiramente. Eu sempre respondo, de modo mineiro também, “Uai, pro Botafogo, uai”.
A partir desse ponto temos o primeiro problema, a outra pessoa, em geral, se sente ofendida e quer saber o motivo de eu tê-la ofendido, e pergunta a razão pela qual eu fiz essa escolha. Para começar eu tento sempre mostrar para a outra pessoa que não se trata de escolha, e pergunto o motivo pelo qual ela escolheu o time dela.
Está criado o segundo problema, eu ainda acredito que futebol é movido a paixão, mas muitas, se não a maioria, das pessoas de hoje, acreditam em uma escolha racional baseada em uma tentativa de agradar ou desagradar os pais, ou mesmo escolha por times que ganhem mais títulos.Com as pessoas que ainda acreditam que o time que escolhe o torcedor eu consigo resolver o problema mais fácil, para os outros, eu tenho que explicar que eu já torcia para o Botafogo desde os 5 anos, e que então foi uma decisão tomada na minha vida em um momento em que a racionalidade não pode ser muito requisitada.
FOOOOOOOOOOOGOOOOOOOOO!!!
Alguém quer uma lanterna? Passo ela para frente sem cobrar nada
Sou botafoguense.
Eu não entendo que afronta social eu faço ao fazer isso, mas devo fazer alguma, pelo menos pelo que vejo na cara de todo mundo quando ouvem minha resposta para famosa frase “Que time cê torce?” perguntado bem mineiramente. Eu sempre respondo, de modo mineiro também, “Uai, pro Botafogo, uai”.
A partir desse ponto temos o primeiro problema, a outra pessoa, em geral, se sente ofendida e quer saber o motivo de eu tê-la ofendido, e pergunta a razão pela qual eu fiz essa escolha. Para começar eu tento sempre mostrar para a outra pessoa que não se trata de escolha, e pergunto o motivo pelo qual ela escolheu o time dela.
Está criado o segundo problema, eu ainda acredito que futebol é movido a paixão, mas muitas, se não a maioria, das pessoas de hoje, acreditam em uma escolha racional baseada em uma tentativa de agradar ou desagradar os pais, ou mesmo escolha por times que ganhem mais títulos.Com as pessoas que ainda acreditam que o time que escolhe o torcedor eu consigo resolver o problema mais fácil, para os outros, eu tenho que explicar que eu já torcia para o Botafogo desde os 5 anos, e que então foi uma decisão tomada na minha vida em um momento em que a racionalidade não pode ser muito requisitada.
FOOOOOOOOOOOGOOOOOOOOO!!!
Alguém quer uma lanterna? Passo ela para frente sem cobrar nada
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